Pare agora e pense em quantas vezes hoje você se interrompeu ou foi interrompido com o celular, whatsapp, redes sociais e e-mails? Ou ainda quantas coisas você foi iniciando ao longo dia e não terminou? Mais ainda: quantas vezes você digitou enquanto falava no telefone, olhou o celular enquanto dirigia e o pior, conversou com alguém pensando em outra coisa e nem mesmo olhou nos olhos dele à sua frente, que pode ter sido seu amigo, seu colaborador ou até mesmo sua esposa, seu marido ou seu filho.

 

Agora eu te pergunto: o tempo é que está correndo ou somos nós que estamos frenéticos?

Estamos vivendo de forma intensa, às vezes muito mais rápida do que podemos sequer tomar consciência. Seguimos num fluxo, no piloto automático, na correria, sem sequer parar para respirar.

E finalmente quando conseguimos um tempinho de “tranquilidade”, refletimos:

 

Mas afinal, o que eu estou fazendo com a minha vida? O que eu tenho feito de bom? O que eu tenho feito para mim? E para os outros?

E ao invés de descansarmos, ficamos nos martirizando com a irrelevância do nosso dia a dia, das nossas relações, atividades, das últimas compras, às vezes até do nosso trabalho. Nos sentimos distanciados da nossa essência, de nós mesmos, da família, dos amigos, da sociedade, do mundo.

Não se preocupe!

Se você chegou até aqui se encaixando em tudo isso, com a mesma angústia que sinto enquanto escrevo, você não está sozinho.

E eu não vim aqui apresentar nenhuma fórmula mágica nem te dar 7 conselhos eficazes para usar melhor o seu tempo. Eu vim aqui te contar que muitas pessoas que se sentem assim, com diferentes níveis de incômodo, descobriram um jeito muito legal de provocarem a mudança dentro de si: elas estão deixando que VIAGENS as transformem.

Existe um conceito muito bacana de viagens chamado TURISMO COMUNITÁRIO. Basicamente, são viagens nas quais o turista tem interação direta e ativa com a comunidade que ele está visitando, em geral uma comunidade tradicional localizada longe de grandes centros (tem também pertinho, mas a maioria é longe) e a intensidade da experiência é diretamente proporcional ao quanto os turistas estão abertos e curiosos ao SABER e ao FAZER local, seja através da culinária, do artesanato, das atividades produtivas como agricultura ou pesca e também das manifestações culturais.

Podemos dizer que este tipo de experiência é TRANSFORMADORA.

 

Ela transforma a comunidade, que preserva seus costumes, aumenta sua autoestima (afinal, o principal atrativo é a própria comunidade) e claro, aumenta sua renda e consequentemente melhora sua vida.

Ela transforma os turistas, que em um contato muito agradável e divertido com uma realidade completamente diferente da sua, desperta dentro de si sentimentos essenciais como simplicidade, gratidão, amor ao próximo e, principalmente, transformação pessoal.

E finalmente, transforma o mundo num lugar melhor, pois devolve para o dia a dia pessoas tocadas e provocadas positivamente pela troca de experiências autênticas, que redescobrem o quão fácil é amar. E é amando que a gente muda o mundo!

OBS: Para mostrar que não é só coisa da minha cabeça, leia você mesmo alguns depoimentos de quem viveu viagens que transformam pelo Vale do Jequitinhonha/MG:

“É bom desligar, mudar de lugar. E eu adorei! Principalmente o povo. Dei muito valor ao que eu tenho. Mas nunca tinha conhecido mulheres iguais a essas! São bárbaras! Ensinam tudo para nós: desde a maneira que elas dizem “bom dia” até a maneira como nos recebem, ou como ensinam seus filhos, e como mantém sua família. Agradeço a vocês por me mostrarem esse mundo. Embora eu viva no interior, esse mundo delas é muito mais profundo do que eu vivo… aquilo sim! 

Regina Tavares, Petrópolis/RJ

 

“Amei! Fui com a expectativa de buscar simplicidade, de carregar menos peso. Queria aprender a elaborar menos essa coisa mais do dia a dia de São Paulo. Mas o que encontrei foi muito além… foi muita força, muita energia. E eu fiquei me perguntando: da onde vem tudo isso?1 De onde elas tiram essa força para escrever uma história de vida? A resposta: basta aquilo que elas têm na mão. Aquilo que a natureza dá. O barro. A arte. É uma viagem interna. A gente esquece da vida. E você não tem ideia do quanto a gente cresce com isso. “

Helena Dornellas, São Paulo/SP