A cidade do Rio de Janeiro, que hoje encanta a brasileiros e estrangeiros, cresceu e se expandiu ao longo dos séculos, desde quando o Brasil ainda era colônia de Portugal. Foi capital do Brasil ainda colônia desde 1763 e, com a transferência da capital do Reino de Portugal e da corte portuguesa para o Brasil, o Rio de Janeiro foi a única cidade no mundo a sediar um império europeu fora da Europa. Permaneceu capital do País até 1960, quando a mesma foi transferida para Brasília.

A cidade foi palco de diversos fatos históricos e movimentos políticos, No entanto, desde a Proclamação da República enfrenta graves problemas sociais advindos do crescimento rápido e desordenado. O fim da escravidão e a enorme desigualdade social no Brasil fez com que a população de baixa renda ocupasse de forma desordenada as encostas de morros, áreas desvalorizadas na cidade. Nasciam assim as favelas cariocas.

Nos anos 1980, o abandono e a ausência do poder público deu espaço para que estas comunidades urbanas fossem tomadas por facções criminosas, cuja principal atividade é o tráfico de drogas. A partir de 2008, iniciou-se um processo de urbanização das favelas e um novo projeto de segurança pública denominado UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Neste momento, a segurança momentânea reforçou a curiosidade de cariocas e turistas, que passaram a frequentar mais as favelas em função da “pacificação”.

No entanto, hoje as favelas são objetos do processo de especulação imobiliária e de outras formas de gentrificação destes espaços, ou seja, o aumento do custo de bens e serviços está expulsando os moradores tradicionais. Mas as comunidades seguem atentas e, com a força de suas iniciativas, se firmam como agentes de mudança nesse continuo processo histórico de ocupação dos morros cariocas.

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A comunidade

foto: © acervo Vivejar

Localizada em frente a um ícone da cidade – o Pão de Açúcar— o Morro da Babilônia, cuja origem data dos últimos anos do século XIX, está localizado entre os bairros de Botafogo, Urca, Leme e Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Abriga duas comunidades urbanas: a do Morro da Babilônia e a do Chapéu Mangueira, além de uma área de proteção ambiental, a APA dos Morros da Babilônia e São João. Conta com uma UPP (unidade de Polícia Pacificadora) desde 2009.

Cravada entre dois dos mais famosos pontos turísticos do Rio de Janeiro, a praia de Copacabana e o Pão de Açúcar, o Morro da Babilônia possui um polo turístico que se estrutura pouco a pouco. A organização comunitária é presente e o empreendedorismo segue cada vez mais estimulado, dando origem a iniciativas criativas e inéditas como o Favela Orgânica, um projeto que nasceu em 2011 sob a liderança de Regina Tchelly, moradora da comunidade e tem como objetivo de ensinar moradores da região a aproveitarem os alimentos em sua totalidade. O Favela Orgânica já levou suas oficinas para diferentes lugares do Brasil e do mundo e continua sendo um grande exemplo e fonte de inspiração para o desenvolvimento sustentável em comunidades urbanas no Rio de Janeiro.

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foto: © acervo Embratur

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